A temporada da trufa branca acaba em meados de novembro na Itália. Trata-se do fungo mais caro do mundo – e também do mais saboroso. Saiba onde "caçá-lo" e a melhor forma de consumi-lo.
Os porcos adoravam. Aí o camponês desconfiou que aquela bolota bege que ficava debaixo da terra deveria ser boa, já que o animal cavoucava até 40 centímetros na terra para encontrá-la. E comia com prazer. O homem experimentou, gostou e passou a usar o animal para farejar o produto e indicar onde encontrá-lo. Mas, como tirar um porco de 60 quilos de cima de seu petisco predileto era difícil, o homem adestrou cães para substituir os porcos.
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Cartaz da Fiera Internazionale del Tartufo
Bianco d’Alba (Foto: Reprodução)
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Acredita-se que seja assim que agricultores tenham “redescoberto” a trufa branca, outartufo bianco, há cerca de 120 anos na Itália. Há evidências de que ela era consumida no Império Romano, mais como um afrodisíaco do que como ingrediente de alta gastronomia. Um fungo raro (só existe em regiões bem pontuais da Itália), diferencia-se do negro pelo sabor e aroma mais intensos – e a coloração clara. Ele nasce sob árvores de carvalho e castanheiras e a temporada de colheita é curta, começa em outubro e vai até o meio de novembro. É nessa época que acontece a Fiera Internazionale del Tartufo Bianco d’Alba, no Piemonte – entre 8 de outubro e 13 de novembro. Todas as trufas vendidas na feira passam por uma comissão de controle de qualidade e vêm em um saquinho numerado – caso o cliente não esteja satisfeito e queira trocar o produto. Alba tem a trufa branca mais famosa do mundo, apesar de algumas cidades da Toscana e Umbria também serem conhecidas por “produzi-la”. De 3 e 6 de novembro, por exemplo, acontece a 32ª edição da Il Tartufo Bianco - Mostra Mercato Nazionale, na cidade de Castello (Umbria).


