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sexta-feira, novembro 25, 2011

Espirito materno...

Uma cena inusitada chamou a atenção dos motoristas que passavam numa das tardes desta semana por uma das avenidas que integram o Parque dos Poderes em Campo Grande, capital do Mato Grosso. Um morador da cidade registrou em imagens, o momento em que um Quati - provavelmente uma fêmea -  retirou, do meio da rua, outro exemplar da espécie que havia sido atropelado. Segundo o fotógrafo Marcelo Silva de Oliveira, o animal era um filhote e não resistiu aos ferimentos. Atropelamentos de animais silvestres são comuns na região do Parque dos Poderes, onde o fato ocorreu, de acordo com a Polícia Militar Ambiental. A reserva ecológica de 129 hectares é circundada por ruas e avenidas, e os principais prédios públicos da administração estadual estão instalados na área
Depois de abocanhar o filhote o Quati atravessa a rua com o mesmo... 
...chegando com segurança a calçada. Pena que o pequeno animalzinho morreu. 

Se estivesse vivo ele faria neste sábado 100 anos!

Mário Lago (Rio de Janeiro, 26 de novembro de 1911 — Rio de Janeiro, 30 de maio de 2002) foi um advogado, poeta, radialista, letrista e ator brasileiro. Autor de sambas populares como "Ai, que saudades da Amélia" e "Atire a primeira pedra", ambos em parceria com Ataulfo Alves, fez-se popular entre as décadas de 40 e 50. Filho do maestro Antônio Lago e de Francisca Maria Vicencia Croccia Lago,e neto do anarquista e flautista italiano Giuseppe Croccia, formou-se em Direito pela Universidade do Brasil, em 1933, tendo nesta época se tornado marxista. A opção pelas idéias comunistas fizeram com que fosse preso em sete ocasiões - 1932, 1941, 1946, 1949, 1952, 1964 e 1969. Foi casado com Zeli, filha do militante comunista Henrique Cordeiro, que conhecera numa manifestação política, até a morte dela em 1997. O casal teve cinco filhos: Antônio Henrique, Graça Maria, Mário Lago Filho, Luiz Carlos (em homenagem ao líder comunista Luís Carlos Prestes) e Vanda.


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Camuflado...

Na foto de Rik Janson o pequeno cãozinho se aquece, depois de um banho, na manta que lhe dá a camuflagem necessária para ficar quietinho como se observando o mundo e as pessoas. 

"Ele não é um velhinho Hippie"

Documentários costumam informar ao espectador, por meio de legendas, quem são os personagens que surgem na tela dando depoimentos. Eventualmente, há datas dando conta de quando se passam os episódios reproduzidos, sobretudo se são imagens de arquivo. Não é o caso de “Evoé! Retrato de um antropófago”, filme sobre José Celso Martinez Corrêa, de 74 anos. Essa opção, de acordo com Tadeu Jungle, codiretor do longa, é deliberada. “A nossa tarefa é iluminar Zé Celso", explica Jungle, para quem o retratado "não é um velhinho hippie". "Traduzi-lo não era o caso. Se fossem colocadas legendas, nomes e datas, as pessoas ficariam tentando procurar relações.”

Zé Celso é o protagonista do documentário "Evoé! Retrato de um antropófago" (Foto: Reprodução)
Para ilustrar a proposta, Jungle cita uma passagem que, em princípio, tem confundido os que já viram o filme, que estreia nesta sexta-feira (25). Existe um momento no qual aparecem pessoas chorando, no que parece um velório. “Quem assiste fica se perguntando: ‘O que aconteceu, quem morreu?’”, exemplifica o diretor. A dúvida toma corpo porque se misturam ali cenas de uma versão de “Hamlet” feita, muito tempo atrás, pelo Teatro Oficina, fundado por Zé Celso no final dos anos 1950.
Ao longo das últimas décadas, atribuiu-se a Zé Celso a reputação de homem polêmico, e isso está em “Evoé!”. Um registro recente, feito na Grécia, o mostra dançando despido, com uma espécie de máscara de touro na cabeça. Também estão no filme instantes elementares da trajetória desta figura central do teatro brasileiro, notadamente as encenações de “O rei da vela” (1967), “Roda viva” (1968), “As bacantes” (1996), “Cacilda!” (1998) e “Os sertões” (de 2001 em diante).
Jungle, que codirige o filme com Elaine Cesar, é admirador assumido de Zé Celso. “Várias pessoas pra quem eu falo dele comentam: ‘É aquele doido...’. Mas a maluquice do Zé é uma maluquice divina. O cara está trabalhando desde a década de 60, olha o currículo do cara e vê o que ele fez.” O argumento do diretor segue contrapondo-se ao discurso geral. “As pessoas dizem: ‘Lembra como a gente achava que era possível fazer o mundo, lembra quando tinha corpo, fumava baseado, tomava chá de cogumelo?’. Não é que o Zé continue nesse mundo – o Zé é o mundo em si. Ele não é um velhinho hippie.”

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