Tão grande foi a minha emoção, misturada com a saudade, mas aquela que a gente gosta de ter, que fechei os olhos e deixei que tudo o que sentia me levasse... sem medo de nada, percebendo que isso faz parte do bem... que me faria bem, estar livremente solta para pensar, o que quisesse e mostrar, a mim mesma, o quanto é surpreendente voltar a um tempo tão lindo da minha vida...
Fiquei em estado de êxtase, sem precisar de nada que não fosse natural, para estar feliz... Apenas a agonia de deixar aquele momento e vir escrever para vocês o que se passava em meu estado de sonhar...
Sabem a razão de tudo? Um musical, homenageando Roberto Carlos, feito por cantores sertanejos... ali estava a alma minha e a de muitos, que viveram estes anos de ouro, onde o amor se fazia presença nos mínimos detalhes, onde cantar e andar nas nuvens de um grande amor, do jeito que fosse, era tão primordial quanto respirar.
Assim, deixei-me repartir em épocas da minha vida, começando pelos portões das casas onde vivi e “meu cachorro latia sorrindo”, para me receber...
Desse modo, voltei na suavidade do murmúrio da brisa e cheguei ao abraço, daqueles que tão ausentes, estavam de mim, da minha infância que não havia se perdido, estava lá, sim! Num cantinho, guardada, esperando que eu abrisse aquele portão, para que pudesse sair...
Em seguida rumei ao amor antigo, ao inicial amor, vivenciado por todos e com todos os sabores que nos era permitido, tipo assim: “Você foi... a brincadeira mais séria que me aconteceu”...Tão séria, que o primeiro amor fica cravado em nossa essência, para o resto de nossos dias. Mas ele, na sua musicalidade, nos remete para a esperança de outro, que chega.
Mas, como não ficar mais triste, por perder um amor? O primeiro a gente geralmente perde... mas não fica esquecido. São detalhes tão pequenos de dois seres, que ele fala com toda certeza: “Não adianta nem tentar me esquecer, durante muito tempo em sua vida eu vou viver”... Pois não é que vive mesmo? Faça esta pergunta para si... Depois fale sobre esta experiência com pessoa de confiança...
Sem coragem para dizer, pois depois, que se perde algo, se tem medo...até de amar...daí fica tão difícil pronunciar, olhando no olhar, “como é grande o meu amor por você”.
Mesmo assim, o danado não desiste, fica cutucando a gente com palavras tão certeiras, que tira até o fôlego, porque nos leva a um pensar “sempre que se vai ali, um carinho procurar, que não adiantará pedir, nem ficar”, só levando o amor, é que se torna difícil deslembrar. E, tanto quanto eu, sei, que do amor, a gente nunca se separa.
Não consegui terminar de ver e ouvir tudo...a viagem através do sonho era urgente, me chamava para a canção do acalanto, que me dizia que eu devia poetar: Lá vem o vento bem lento...tocando o cata-vento da casinha pequenina, cantando a canção de ninar, para adormecer a menina.
Lá vem o vento bem lento... para chamar... quem adormeceu menina, mas sabia... que acordaria mulher... para viver tudo o que fosse possível e permitido no grande amor, que faz a sinfonia mais linda de ensinar e aprender com as suas histórias e com as que a vida relata...Amar é coisa de louco! Então amemos a loucura do Amor...
Eliane Volpato
2010
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