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sexta-feira, abril 22, 2011

Uma história comovente do sucesso após a morte!

No mundo da Arte, Música ou Literatura não são raros os casos em que o autor ou a obra fazem mais sucesso após sua morte do que quando em vida. Na maioria das vezes isso se dá pela falta de divulgação, reconhecimento do trabalho por parte dos críticos, descrédito da mídia ou até mesmo perseguição da sociedade ao estilo adotado pelo autor. Só o tempo faz com que tudo mude, e aí o sucesso acaba acontecendo somente décadas ou até mesmo séculos depois. No caso dessa moça, porém, existe uma particularidade, pois o destino lhe pregou uma peça ao tirar-lhe a vida exatamente meses após ela ter gravado o seu primeiro disco solo. O sucesso seria a chance que ela não teve em vida.  
  Eva Marie Cassidy (Washington, 2 de fevereiro de 1963 — Bowie, Maryland, 2 de novembro de 1996) foi uma cantora norte americana que embora muito tímida conquistou reputação local como intérprete de vários estilos musicais: jazz, blues, folk, gospel e pop music. Dona de uma voz de grande expressão e controle interpretava cada canção de maneira única. Em 1996, ao morrer, Eva Cassidy ainda era praticamente desconhecida fora de Washington e Maryland, mas a morte não encerrou sua trajetória musical, muito pelo contrário.

Em resenha sobre o lançamento de seu álbum American Tune, de 2003, o jornal inglês Daily Telegraph se referiu a ela como protagonista da "mais memorável carreira póstuma na história da música pop". Para muitos, se estivesse viva, Eva talvez fosse hoje a maior cantora americana de todos os tempos, até porque seu estilo se aproximava muitos das lendárias e inesquecíveis cantoras negras americanas.
Mas a história de Eva Cassidy é verdadeiramente interessante e emocionante. Ela cresceu na pequena cidade de Bowie, nas cercanias de Washington, DC. Desde sua infância, demonstrou ter talento artístico e musical. Sempre foi apaixonada por música, independentemente do estilo, e adorava ouvir rádio. Com um dom nato para harmonia, Eva aprendeu a tocar violão com seu pai e, juntamente com seus irmãos, integrou uma banda que se apresentava em reuniões familiares e festas escolares. Deixou de se apresentar com o grupo em razão de sua timidez.Ao cursar o Ensino Secundário, se interessou por atividades artísticas e pela defesa dos direitos das minorias raciais. Nunca teve grande interesse em praticar ou acompanhar esportes e pouco namorava. Demonstrava também pouca ambição profissional.
Nessa época, ela se integrou como cantora a uma banda local chamada Stonehenge. Aos 18 anos, Cassidy iniciou sua carreira profissional, cantando e tocando violão na banda Easy Street, que se apresentava em casamentos, festas corporativas, bares com música ao vivo, executando vários estilos musicais. Durante os anos 1980, Eva Cassidy se apresentou com várias bandas. Em 1986, conheceu o baixista e produtor musical Chris Biondo, que a encorajou a fazer registros em estúdio e ajudou a encontrar trabalho de backing vocal para bandas conhecidas no cenário musical da capital norte-americana. Em 1990, Biondo e Cassidy criaram a Eva Cassidy Band, que se apresentava regularmente na região. Seu talento foi reconhecido localmente e, em 1993, Cassidy recebeu dois prêmios Wammie da comunidade musical de Washington. Finalmente, em janeiro de 1996, Cassidy gravou seu primeiro álbum solo - Live at Blues Alley. Em julho do mesmo ano, foi diagnosticada com melanoma, já com metástases. Sua saúde piorou rapidamente e ela morreu em novembro com apenas 33 anos de idade.

Reconhecimento póstumo


Apesar de exibir tantas qualidades, Eva nunca conseguiu um contrato com gravadoras. O principal obstáculo foi sempre sua recusa a ser enquadrada em um gênero musical específico. Mas a morte não encerrou sua trajetória musical. Em 1998 foi lançado o álbum Songbird, uma coletânea com faixas de álbuns anteriores. Após alguns anos de obscuridade, Songbird foi recomendado a um produtor da rádio BBC, que o colocou no ar para os ouvintes britânicos. Com a repercussão obtida e após outra apresentação da BBC, desta vez um vídeo de Eva interpretando a canção "Over The Rainbow", Songbird alcançou o primeiro lugar nas paradas de sucesso da Grã-Bretanha, com mais de 1 milhão de cópias vendidas. Os álbuns de Eva Cassidy lançados postumamente já venderam mais de 4 milhões de cópias.
 Em entrevista à apresentadora de rádio Robin Young, após ouvir a versão de Eva Cassidy para sua música "Fields of Gold", Sting se comoveu ao ouvir uma voz tão pura e expressiva, e ficou feliz ao ver o talento da cantora ser reconhecido internacionalmente. O álbum também conquistou uma legião de novos fãs para Eva em outros países da Europa e nos Estados Unidos da América. Desde então várias músicas gravadas por Eva têm sido utilizadas em trilhas sonoras de filmes e séries de televisão. Eis a versão da música que encantou Sting. 


Outra passagem do sucesso pós morte de Eva Cassidy é bastante interessante. Em 1996, já atingida pela doença, mas tendo necessidade de divulgar o seu primeiro álbum solo, Eva fez um concerto em Washington onde se apresentou com diversas músicas suas e algumas versões de grandes clássicos da música americana, entre os quais "What a Wonderful World" de Louis Armstrong. Dez anos após sua morte, em 2006, a britânico-georgiana Katie Melua, a pedido do canal de TV BBC, fez um show transmitido ao vivo para todo o Mundo que se intitulava "O Dueto Impossível". Durante todo o show, no palco diante da platéia, Melua cantava contracenando com Eva que aparecia num telão com as músicas apresentadas naquele último concerto de 1996. Num trabalho fantástico dos técnicos de mixagem, foi um momento épico da música mundial que rendeu, entre outros trabalhos, esse clipe que você pode assistir agora.   


Mas Eva Cassidy deixou muito mais para todos nós. Se você gostou da sua história e do seu trabalho, então aproveite abaixo mais alguns exemplos da sua genialidade musical. Clipes de clássicos conhecidos de vários gêneros musicais, que ela gravou com seu estilo bem particular e dificilmente comparável. 

"Blues In The Night"


"Autumn Leaves"

"Somewhere Over the Rainbow"

"Imagine"

"Bridge Over Troubled Water"

"Fever"


"Yesterday"

"Ain't No Sunshine"




Fontes: Wikipédia, Google e Youtube! 

3 comentários:

itagerman disse...

Olá!
Honestamente! Não conhecia essa cantora. Fiquei impressionado pelo trabalho de pesquisa que você fez. Ouvi todas as músicas e concordo plenamente com a idéia de que se ele vivesse provavelmente hoje seria considerada a possível substituta das grandes cantoras negras americanas, até porque a sua versatilidade de cantar em vários tons é algo maravilhoso. Agora o clipe do "Autumm Leaves" foi de matar, não? O melhor de todos que eu vi com essa m´suica pelo Youtube.
Genial o post. Parabéns mesmo.

Abração e bom feriado!

Loreta disse...

Simplesmente FANTÁSTICO.
Me perdoe mas estou pegando algumas músicas dela para fazer uma play list prá mim.
Não sabia dessa história! Linda! Realmente ela era demais. Aliás, é - não? Pois a música tem esse poder de imortalizar as pessoas.
Maravilha de post.

Bjos!

Neli Lyra disse...

Ela é SENSACIONAL!!! :)

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