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quarta-feira, maio 04, 2011

Audrey Hepburn: a elegancia veste preto

A atriz mais elegante da história do cinema faria hoje 82 anos. Queria ser bailarina, mas o destino trocou-lhe as voltas e acabou por se tornar numa das artistas mais admiradas e premiadas da sétima arte. A eterna “bonequinha de luxo” tornou-se uma das suas emblemáticas personagens. E o seu "little black dress" (apelidado no Brasil como "vestidinho preto básico") nunca mais saiu de moda.


Beleza, elegância e simplicidade. Três adjetivos que apontam ao mesmo tempo para uma só pessoa: Audrey Kathleen Ruston, conhecida como Audrey Hepburn. A atriz de franja curta, cara de boneca, grandes sobrancelhas e olhos brilhantes foi eleita, em 2006, a mulher mais elegante de toda a sétima arte.
Mas ao contrário de muitos, que sempre sonharam com uma glamourosa carreira cinematográfica, Audrey queria ser bailarina. Nascida a 4 de Maio de 1929 na Bélgica, passou grande parte da infância na Holanda, a estudar dança. O sonho viria a desaparecer quando a invasão nazista chegou aos Países Baixos e o seu pai, adepto do regime, abandonou a família.
Audrey passou tempos complicados - fome, inclusive, já que os alemães retiraram durante algum tempo todos os mantimentos aos holandeses. Isso provocou na atriz uma anemia crónica, para além de vários problemas respiratórios. Ao mudar-se para Londres e ao retomar as aulas de dança, apesar do seu talento, o professor disse-lhe que nunca iria ser uma boa bailarina devido aos problemas causadas pela subnutrição que tinha sofrido.
Mas se o mundo perdeu uma possível grande bailarina, ganhou uma grande atriz. Na década de 50, Audrey deu os primeiros passos na representação. A maioria das divas da época era conhecida pelas suas generosas curvas. Ela veio causar a primeira reviravolta na imagem e silhueta femininas do grande ecrã. Mais alta (1,70) e mais magra (50kg), simples e muito discreta. Essa elegância tornou-se numa das suas aliadas, e a versatilidade valeu-lhe papéis tanto em dramas como em comédias e musicais.


Em 1952, depois do seu primeiro trabalho em “Gigi”, contracenou com Gregory Peck, no filme americano “Roman Holidays” (foto acima). Audrey foi a escolhida para “Princesa Anne”, que inicialmente seria um papel para Elisabeth Taylor. A atriz começou a ditar tendências com o vestuário das suas personagens. Neste filme, usou roupa exclusiva desenhada pelo estilista Givenchy, que viria a vesti-la de aí em diante.
Em 1954 veio “Sabrina” (foto abaixo) e, em 1956, “Guerra e Paz”, a partir do romance de Tolstoi. Audrey contracenava com Henry Fonda e Mel Ferrer (um dos seus dois maridos). Um ano depois, o seu talento de infância serviu-lhe para dançar e cantar ao lado de Fred Astaire, sob as luzes da capital francesa, em “Cinderela em Paris”.


Foi já nos anos 60 que a eterna "bonequinha de luxo” se tornou um ícone de estilo e transformou por completo os padrões de beleza estabelecidos. O filme foi adaptado do romance original de Truman Capote. A personagem Holly Golightly e o seu little black dress (desenhado também por Givenchy) originaram a máxima do “preto básico, que fica bem em qualquer ocasião” e do “menos é mais”.


Audrey dizia que as suas roupas a faziam sentir-se segura e protegida. Por sua vez, o estilista não poupava elogios à beleza da atriz e ao seu “ar de menina”, que o inspiravam a criar peças que marcariam tendências no público. Até hoje, este vestido é considerado o mais cobiçado de sempre do cinema e Audrey continua a ser sinónimo de elegância e charme, sem o menor exagero.
Fora das telas, era adepta de sapatos rasos (especialmente sabrinas), calças justas e gostava de combinar as cores preto e branco. Roupas igualmente simples, mas que nunca passavam despercebidas.
Nos anos seguintes, participou noutros filmes (entre eles, “My fair lady”) e a sua última aparição aconteceu em “Always”, de Steven Spielberg, em 1989. Até à sua morte, em 1993, foi embaixadora da Unicef, ajudando principalmente vítimas de guerra, tal como ela havia sido. Hoje, faria 82 anos. Audrey Hepburn trouxe não só o “o eterno vestido preto”, como deu inicio a uma nova etapa na moda, com uma elegância de formas menos curvilineas que não deixavam de parte o lado mais feminino da mulher.


Fonte: obviousmag.org

2 comentários:

Vampira Dea disse...

Adorei este post, ela realmente era maravilhosa. Preciso assistir esse filmes.

Angela disse...

Tenho uma coleçao dos filmes dela!! Ela sempre será inesquecível!! Belo post!!! Tenha um ótimo dia.

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