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domingo, julho 10, 2011

Imagem do dia da WIKIMEDIA

*A Duquesa Feia, obra de Quentin Matsys 
(Imagem em alta resolução. Clique para ampliar) 
*Durante muito tempo pensou-se que fosse um exercício impiedoso sobre a fealdade. Ou uma sátira, ainda mais cruel, sobre a recusa do envelhecimento. Nestas duas teses havia, contudo, algo que não batia certo: Quentin Matsys (Lovaina, 1465 - Antuérpia, 1530), um dos grandes mestres da pintura flamenga, imprimira sempre um traço poético ao seu trabalho, mesmo quando versou o mais grotesco. Que acontecera aqui a esse olhar? Ou, como perguntou certa vez o jornal britânico The Guardian, ao divulgar os resultados de um novo estudo, "será que a pobre senhora que o pintor retratou era mesmo assim?". O quadro Uma Mulher Velha, popularmente conhecido como A Duquesa Feia, que Mastys (também conhecido como Massys) pintou cerca de 1525-30, poderá ser, antes, o retrato de uma tragédia pessoal. É essa a tese defendida por Michael Baum, professor de Cirurgia da University College London, e de um seu aluno, Christopher Cook: a misteriosa mulher que Mastys retratou terá sido vítima, no final da vida, de uma forma rara e já muito avançada da doença óssea de Paget ou osteitis deformans.
Descrita pela primeira vez em 1876, pelo cirurgião britânico James Paget, esta desordem metabólica grave, que alarga e deforma os ossos, costuma afetar a parte inferior do corpo, embora possa atingir qualquer osso. Assintomática na fase inicial, a doença tem sobretudo prevalência após a meia-idade, sendo frequentemente hereditária.


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