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terça-feira, agosto 07, 2012

Marilyn Monroe: as fotos, os fatos, e os boatos...

Marilyn Monroe (verdadeiramente Norma Jean Mortenson) nasceu em 1 de junho de 1926 em Los Angeles. Diz a lenda que ela recebeu o nome de batismo em homenagem a Norma Talmadgeatriz famosa da época do cinema mudo. A mãe de Marilyn, Gladys, que trabalhavam em obras cinematográficas de Hollywood, admirava tanto a estrela dos filmes mudos, que quando sua filha nasceu resolveu dar a ela o nome da atriz favorita. Gladys acreditava que sua filha também será uma estrela de cinema


A infância de Norma Jean não foi muito feliz. Seu pai abandonou a família e sua mãe, uma mulher estranha e desequilibrada, descobriu que não podia criá-la sozinha, lhe entregando, com duas semana, a uma família de acolhimento. Lá a menina  viveu os primeiros anos de sua vida, e apenas ocasionalmente recebia a visita da mãe. Após 7 anos, Gladys levou a filha de volta, mas não por muito tempo. Logo ela teve um colapso mental e foi enviada para um hospital psiquiátrico. O restante da infância Norma passou em um orfanato e em vários lares adotivos. Por duas vezes, antes de completar 12 anos, tentaram estuprá-la. A primeira vez foi um dos pais adotivos e a segunda um primo de segundo grau. Antes de completar 19 anos Norma, também por duas vezes, tentou cometer o suicídio. Na primeira ligando o gás e na outra engolindo pílulas para dormir. 


A primeira vitória independente de Norma Jean foi se livrar da gagueira congênita. Quando ainda criança ela não conseguia dizer sem hesitação, duas palavras. Aos 16 anos, sem qualquer ajuda de terapeutas, conseguiu se livrar da gagueira.


A primeira vez que Norma Jean se casou foi aos 16 anos, isso em 1942, quando  deixou a escola e passou a viver com seu marido, Jim DoughertyProvavelmente foi uma medida necessária porque ela, que naquele momento vivia com uma família, estava com medo de voltar para um orfanato. Um ano após o casamento, Jim passou a servir na Marinha, e Norma Jean (que depois passaria a se chamar Marilyn) começou a trabalhar em uma fábrica de aviões em plena 2ª Guerra Mundial. 


No outono de 1942, fotógrafos e diretores de uma revista visitaram a fábrica em que ela trabalhava para fazerem um ensaio fotográfico sobre a contribuição das mulheres norte-americanas na luta contra o nazismo. O fotógrafo David Conover, ao ver Norma Jean, pediu a ela para posar para uma série de fotos por US$ 5 a hora. Ela concordou. Assim começou sua carreira estelar. Logo depois saiu da fábrica e começou a trabalhar como modelo. Ao voltar da guerra Jim não gostou do que viu e fez um ultimato a Norma: a carreira ou a família. Ela simplesmente optou pela carreira. 


Aos 20 anos Norma Jean não era classicamente bela, mas apresentava um sorriso tão radiante nas fotos para revistas, cartões postais e calendários,  que dificilmente se imaginava as tristezas que havia passado na infância. Aliás, muitos defendem a tese que a infância de Norma Jean se deu exatamente neste período dos 20 aos 25 anos. Vale lembrar que ela chegou a afirmar em certa ocasião: "Quando criança ninguém nunca me chamou de filha. Ninguém jamais me abraçou. Ninguém jamais me beijou". 


Em agosto de 1946 ela recebeu uma oferta para assinar um contrato no estúdio Twentieth Century Fox como showgirl. No estúdio ela foi orientada a  trocar o nome para Carol Lind, Claire Norman e Marilyn Miller, mas finalmente chegou-se a um acordo sobre o nome que posteriormente se tornou famoso - Marilyn Monroe. O sobrenome Monroe pertencia a sua avó. No início dos anos 50 ela já recebia de 2 a 3 mil cartas de fãs a cada semana. Em março de 1954 recebeu o prêmio de "Atriz Mais Popular". Em janeiro de 1955, Marilyn anunciou a criação de sua própria corporação, "Marilyn Monroe Productions", da qual ela era presidente e dona da maior participação de controle acionário.


"A maior loira de todos os tempos" na verdade nasceu morena e também fez cirurgias plásticas, reformulando o nariz e o queixo. Desde a infância sua atriz favorita era Jean Harlow, estrela loira de Hollywood que morreu aos 26 anos. Esta paixão pela atriz morta prematuramente, muito provavelmente a influenciou na escolha da cor dos cabelos e também no estilo de vida. Não a toa muitas vezes os contemporâneos de Hollywood referiam-se a Marilyn Monroe como a segunda Jean Harlow.


No início de sua carreira, antes de trocar de nome, como as coisas não estavam indo bem, ela posou nua para uma série de calendários. Por este trabalho ela recebia US $ 50 por hora. Na época, fotos de modelos nuas eram equiparadas a pornografia, e essa atividade era ilegal para atrizes. No entanto, 50 dólares por hora era muito dinheiro, e a ainda obscura Norma Jean resolveu aceitar. Depois que ficou conhecida como Marilyn Monroe, foi um escândalo quando alguém descobriu a semelhança entre a menina do calendário e a famosa atriz. Só que em dezembro de 1953, por US $ 500 por imagem, ela vendeu esse calendário para Hugh Hefner, e ele decorou a primeira edição de sua nova revista, chamada Playboy. Como resultado, o ensaio de Monroe se tornou um dos mais mais populares da história da revista e alavancou de vez a carreira da atriz como uma das maiores sex-appeal da história da humanidade. 

Depois disso a imagem de Monroe nua era encontrada literalmente em todas as partes do planeta e em todos os objetos possíveis - em taças, fronhas, jogos de cartas e assim por diante. Neste caso, a foto dela nua aparece no bar de uma base aérea na Groenlândia. 


Em janeiro de 1954 ela se casou com o famoso jogador de beisebol Joe DiMaggio. Esse casamento durou apenas nove meses, porém Di Maggio, apesar da separação, passou a cuidar de Marilyn, lhe dando apoio moral em sua carreira. Após seu casamento com DiMaggio o estúdio XX Century Fox a convidou para estrelar o musical "Não há melhor negócio do que o show business".

Vale lembrar que logo após o casamento eles foram em lua de mel para o Japão, onde DiMaggio tornou-se jogador de beisebol muito popular. Durante sua estada no Japão, Monroe recebeu uma oferta inesperada de falar com os soldados americanos que participavam da Guerra da Coréia. Para eles, ver a "garota da capa" famosa parecia um milagre. Depois de deixar o palco, rodeada por um mar de pessoas em uniformes cáqui, Monroe exclamou: "Eu nunca vi tantos homens em um só lugar!" Posteriormente a atriz revelou que este foi um dos eventos mais emocionantes de sua vida.


Durante as filmagens de "The Seven Year Itch" o relacionamento de Marilyn Monroe e Joe DiMaggio, deteriorou por causa dos ciúmes do marido. Foi o filme da legendária cena em que o fluxo de ar da escotilha de ventilação levanta a saia de Marilyn. Joe ficou furioso e logo seu casamento de nove meses acabou em divórcio.


Em 1950, quando já era Marilyn, mas ainda não tão famosa, ela conheceu o dramaturgo Arthur Miller, mas os dois se separaram e voltaram a se encontrar novamente em 1955 após seu divórcio com DiMaggio. No verão de 1956 eles se casaram. Esse casamento foi o mais longo da vida de Marilyn: eles viveram juntos por quatro anos e meio e até pareciam felizes, mas se divorciaram em 20 de janeiro de 1961. Mais tarde soube-se que Arthur, poucas semanas após o casamento, escreveu em seu diário: "Parece-me que ela é uma garotinha, e eu odeio isso!". Marilyn teria visto este post e ficou chocada, havendo uma grande briga que culminou com a separação. Anos depois ela teria dito que "Arthur era um bom escritor, mas  não um bom marido".


Em 29 de outubro de 1956, então casada com Arthur Miller, Marilyn foi ao Teatro Imperial de Londres para um evento onde também estava a jovem Rainha Elizabeth. Nesta reunião, que contou com um grande número de famosos atores e atrizes, Elizabeth II dedicou grande parte da sua atenção apenas para Marilyn. A imprensa comentou na época que "Marilyn Monroe havia chegado no auge da perfeição".


Só que em 1961, após a separação de Miller, a saúde de Marilyn deteriorou e  já não era um segredo para o público que ela estava usando drogas. Depois de um monte de comentários negativos de críticos e do público para os dois últimos filmes com sua participação, bem como por seu divórcio de Miller, ela teve um colapso nervoso e foi internada em uma clínica psiquiátrica onde acabou desenvolvendo uma claustrofobia. Este tipo de problema se tornou sua maldição ancestral. Sua mãe e avó também foram parar em instituições psiquiátricas. 


Ainda em 1961, mesmo abalada pelas crises, no Madison Square ela cantou "Happy Birthday Mr. President" para John F. Kennedy, que ela havia conhecido antes mesmo de sua presidência, no ano de 1951. Houveram rumores sobre romances com John e com seu irmão Robert Kennedy, mas até hoje nunca se encontrou uma evidência significativa de que isso tivesse existido. Versões surgiram aos milhares, inclusive de que o FBI havia grampeado uma casa onde ela o presidente se encontravam. As gravações, todavia, nunca apareceram. (A famosa fotografia, em que ela aparece abraçada com Kennedy, hoje se sabe que foi na verdade feita por um casal de atores que se passaram por eles).


No final de 1961 Marilyn Monroe teve uma overdose de drogas e Joe DiMaggio veio para resgatá-la novamente. Eles decidiram se casar e fixaram a data de 08 de agosto de 1962, mas na noite de 4 de agosto Marilyn foi encontrada em sua casa, sem quase sinais vitais.


Norma Jean Mortenson, a fantástica Marilyn Monroe, morreu no dia 05 de agosto de 1962 em Brentwood (Califórnia) aos 36 anos a partir de uma dose letal de soníferos conforme a versão oficial. Existem cinco versões da causa de sua morte: 1ª) Assassinato cometido por serviços especiais sob as ordens dos irmãos Kennedy para evitar a publicidade de suas relações sexuais. 2ª) Assassinato pela Máfia para vingar a perseguição imposta as famílias mafiosas do EUA pelos irmãos Kennedy. 3ª) Overdose de drogas. 4ª) Suicídio. 5ª) Trágico erro da atriz que tomou um medicamento prescrito por seu psicanalista incompatível com um Nembutal que ela havia tomado antes. Na verdade, todas teorias, pois até hoje ninguém sabe o que verdadeiramente aconteceu.


Na sequência mais uma bela exposição de fotos desta que foi, sem dúvida, uma das maiores mulheres da história do cinema, e porque não dizer, do mundo! 


Um comentário:

*Escritora de Artes* disse...

É incrível a história dessa musa, com certeza foi um ícone mundial.

Abçs

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